É sempre no passado aquele orgasmo,
é sempre no presente aquele duplo,
é sempre no futuro aquele pânico.
É sempre no meu peito aquela garra.
É sempre no meu tédio aquele aceno.
É sempre no meu sono aquela guerra.
É sempre no meu trato o amplo distrato.
Sempre na minha firma a antiga fúria.
Sempre no mesmo engano outro retrato.
É sempre nos meus pulos o limite.
É sempre nos meus lábios a estampilha.
É sempre no meu não aquele trauma.
Sempre no meu amor a noite rompe.
Sempre dentro de mim meu inimigo.
E sempre no meu sempre a mesma ausência.
Carlos Drummond de Andrade
amor
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eu te amo, e disso não tenho dúvida. mas às vezes é muito difícil te amar.
as discussões são um fracasso, porque me dói tanto o simples fato de estar
brig...
1 ano atrás

2 comentários:
Intensidade nas letras. Esse poeta faz muita falta.
Um beijo, Renata.
good place!
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